quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

ANIMAIS EM EXTINÇÃO? O QUER ISSO QUER DIZER?

Hei, psiu.. você aí! É.. você mesmo!! Você sabia que existem animais que estão praticamente desaparecendo do planeta?
Pois é... isso está acontecendo e este fato é muito preocupante pois qualquer espécie, animal ou vegetal, por mais simples que seja, tem muito valor para o meio ambiente e é insubstituível.
Mas, afinal, porque alguns grupos de animais, ou melhor, algumas espécies, estão desaparecendo do planeta? Para sabermos isso, vamos conversar sobre as causas, conhecer esses animais e também saber o que está sendo feito para mudar isso.
A principal causa da extinção ocorre devido o desrespeito do ser humano ao meio ambiente.
Como sei que você é uma pessoa “antenada”, acredito que você já tenha reparado em quantas notícias temos visto atualmente sobre desmatamento das florestas e queimadas em diversas regiões. Você já parou para pensar em quantos animais morrem ou ficam “desabrigados” por essas ações inconsequentes do ser humano? Então é fácil perceber que um dos principais motivos da extinção dos animais é a destruição de florestas, seja pelo desmatamento ou por queimadas.
A poluição também contribui para a extinção de animais, pois prejudicam o ciclo de vida de muitas espécies.

Outro fator muito importante que contribui para a extinção é a caça. O ser humano caça em busca de aproveitamento de partes desses animais, como por exemplo, para obtenção de carne, gordura, peles, plumas, troféus e lembranças. Há também aqueles que caçam apenas para se divertir. Imagine só você, como pode alguém se divertir matando um animal?Isso é um ato muito cruel!!. A coleta de ovos de certos animais também ocorre, estes são usados principalmente para venda, sendo este ato bastante comum, pois gera lucro para os caçadores.
O tráfico de animais também é algo que causa muita preocupação. A figura acima mostra a cena do filme Rio onde o personagem Blue tenta fugir de uma gaiola com sua amiga para eles não serem vendidos. Este filme é muito divertido e aborda o tema tráfico de animais, então se você ainda não assistiu, vale a pena conferir. Segundo a Polícia Federal, a cada ano, 12 milhões de animais (a maioria destes estão perto da extinção) são apanhados da natureza aqui do Brasil e, um pouco menos da metade deles, são enviados para outro país. Esses animais são transportados em condições muito ruins, ficam doentes e chegam a morrer fora do lugar onde viviam na natureza.
Até o final de 2008, cientistas identificaram cerca de 1,4 milhões de espécies biológicas em processo de extinção.Isso é um número MUUITO alto!! Eles acreditam que existe muito mais espécies ainda por identificar.
Mas você sabe quais são estes animais que estão correndo o risco de serem extintos aqui no Brasil? Vamos conhecer alguns deles.

Este grande mapa é o mapa do Brasil. A figura está mostrando alguns dos animais que estão correndo o risco de extinção que vivem nas regiões do Brasil. Por exemplo a Ararinha Azul que vive principalmente na região onde está localizado o estado de Mato Grosso. Ela correr um grande risco de ser extinta principalmente por causa da caça,pois há pessoas que as pegam para a comercialização, ou seja, para venda, lenvando elas até mesmo para fora do Brasil.
Para saber mais detalhes sobre algumas espécies ameaçadas de extinção no Brasil você poderá entrar no site:
Neste site você pode escolher algum dos animais para saber detalhes, basta entrar no site e clicar em algum dos nomes da lista.

Para saber mais sobre quais os animais brasileiros que estão ameaçados de extinção você pode clicar neste site:                     
 http://www2.uol.com.br/ecokids/animais/listaofi.htm
 Já falamos bastante sobre as causas da extinção, mas você sabe o que está sendo feito para que seja evitado a extinção aqui no Brasi?
No Brasil o órgão responsável por cuidar do meio ambiente e especificamente de reverter o quadro da extinção animal é o IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis. Este órgão formado por várias pessoas fiscaliza (muitas vezes junto com a Polícia Federal) tudo que está relacionado com o meio ambiente, assim, está sempre em alerta para combater o desmatamento, para combater o tráfico de animais e ajudando para que as espécies em extinção tenham filhos em cativeiro, ou seja,  para diminuir o risco de extinção, neste caso, depois de crescidos os animais são colocados em seu ambiente natural.
E nós também podemos ajudar?
Sim. Cada um de nós pode ajudar a combater a extinção de animais mesmo estando longe deles. Para fazer isso nós devemos denunciar qualquer tipo de agressão ao meio ambiente, como desmatamento, queimadas, tráfico de animais, etc. Com relação ao tráfico de animais, fica mais fácil de contribuir:
·      Podemos evitar de comprar qualquer tipo de artesanato que tenha alguma parte retirada de animais, como penas, couro, etc.;
·      Não devemos usar roupas provenientes de pele de animais;
·      Devemos denunciar sempre que percebermos ações de maus tratos e manutenção de animais em cativeiro (animais presos) que não sejam autorizados pelo IBAMA.
Nada melhor que aprender com diversão, por isso aqui vai algumas dicas de jogos com o tema extinção na internet para que você se divertir e aprender um pouco mais sobre este tema.

Este é um jogo da memória bem legal que mostra fotos de vários animais em extinção.

Neste jogo você será um pesquisador e terá que procurar e fotografar alguns animais que estão ameaçados de extinção, você fará expedições em florestas e outros lugares para poder encontrar esses animais.
 
Boa diversão!!
Referência Bibliográfica

http://www.ibge.gov.br/7a12/brincadeiras/jogo_da_memoria/default.htm


TEXTO REDIGIDO POR LAILA REIS

domingo, 4 de dezembro de 2011

Biodiversidade e animais exóticos

Acessado em 19/10/11 às 10h29min horas.
 
Biodiversidade
A biodiversidade é a imensa variedade de vida na Terra. Ela está por toda parte – em terra firme ou dentro d’água, desde o topo das montanhas ao fundo dos oceanos –, numa magnífica profusão de seres vivos e ambientes que é quase impossível mensurarem. A biodiversidade está em você e em mim. E nela estamos todos imersos. Em termos convencionais, o Artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) – hoje o principal fórum mundial para questões relacionadas ao tema – define biodiversidade ou “diversidade biológica” como “a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas”.
As espécies exóticas invasoras- MMA
Acessado em 19/10/11 às 10h58min horas.
A busca por sustentabilidade pelos países em desenvolvimento –  particularmente pelos mega diversos – depende diretamente de sua capacidade de proteger seus ecossistemas, suas economias e sua saúde pública. Lamentavelmente, a invasão de espécies exóticas – entre plantas, animais e micro-organismos – representa uma enorme ameaça aos recursos naturais desses países.
De acordo com a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), espécie exótica é toda espécie que se encontra fora de sua área de distribuição natural.
Espécie exótica invasora, por sua vez, é aquela que ameaça ecossistemas, habitats ou espécies. Essas espécies invasoras, por suas vantagens competitivas e favorecidas pela ausência de predadores e pela degradação dos ambientes naturais, dominam os nichos ocupados pelas espécies nativas, notadamente em ambientes frágeis e degradados.
Espécies exóticas invasoras são hoje reconhecidas como uma das maiores ameaças biológicas ao meio ambiente, com enormes prejuízos à economia, à biodiversidade e aos ecossistemas naturais, além de trazerem riscos à saúde humana.  São consideradas a segunda maior causa de perda de biodiversidade após as alterações de habitats.
 O processo de invasão biológica tem se acelerado nas últimas décadas, favorecido pela destruição das barreiras biogeográficas: à medida que o homem foi colonizando novos ambientes, levou consigo plantas e animais domesticados, proporcionado, para diversas espécies, condições de dispersão muito além de suas reais capacidades. Atualmente, graças aos meios de transporte aéreo, o fenômeno da dispersão de espécies ganhou velocidade e intensidade.
Com a crescente globalização e o conseqüente aumento do comércio internacional, espécies exóticas são translocadas, intencional ou não intencionalmente, para áreas onde não encontram predadores naturais, tornando-se mais eficientes que as espécies nativas no uso dos recursos. Dessa forma, multiplicam-se rapidamente, ocasionando o empobrecimento dos ambientes, a simplificação dos ecossistemas e a própria extinção de espécies nativas.
Espécies exóticas invasoras invadem e afetam a biota nativa de praticamente todos os tipos de ecossistemas da Terra. Ocorrem em todos os grandes grupos taxonômicos, incluindo os vírus, fungos, algas, briófitas, pteridófitas, plantas superiores, invertebrados, peixes, anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos.
Em virtude da agressividade, pressão e capacidade de excluir as espécies nativas, estas espécies podem transformar a estrutura e a composição dos ecossistemas, homogeneizando os ambientes e destruindo as características peculiares que a biodiversidade local proporciona.
De acordo com informação do Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), um total aproximado de 480 mil espécies exóticas já foram introduzidas nos diversos ecossistemas da Terra, o que representa um enorme desafio para controle, monitoramento, mitigação e erradicação.
No Brasil, as informações relacionadas a este tema são ainda incipientes. Para mudar esta situação, o Ministério do Meio Ambiente, por meio do Programa Nacional de Conservação da Biodiversidade da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, iniciou um amplo programa voltado às espécies exóticas invasoras.
As ações deste programa envolvem, entre outras, atividades relativas à identificação e localização das principais espécies exóticas no país; avaliação dos impactos ambientais e sócio-econômicos causados por estas espécies; levantamento dos projetos já realizados ou em andamento, em âmbito nacional; criação de mecanismos de controle, monitoramento, mitigação, prevenção e erradicação, com vistas a minimizar introduções acidentais; definição de estratégias para ampliação das discussões sobre o tema; levantamento da legislação nacional sobre espécies exóticas invasoras, e proposição de revisão, se for o caso, ou elaboração de legislação específica; e organização de uma efetiva parceria entre os setores governamental, não-governamental, acadêmico-científico e iniciativa privada.
O Ministério do Meio Ambiente também coordenou, em 2005, por meio do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (PROBIO), a elaboração do Informe Nacional sobre as Espécies Exóticas Invasoras, visando sistematizar e divulgar a informação já existente sobre o tema, com dois diagnósticos: o Diagnóstico das Espécies Exóticas Invasoras Atuais e Potenciais e o Diagnóstico da Estrutura Existente para a Prevenção e Controle.
O Informe Nacional sobre Espécies Exóticas Invasoras é o primeiro diagnóstico nacional relacionado à distribuição destas espécies e à capacidade instalada no país para tratar o problema.
Informe Nacional sobre Espécies Exóticas Invasoras-MMA
Acessado em 19/10/11 às 11h03min horas
O Informe Nacional sobre Espécies Exóticas Invasoras é o primeiro diagnóstico nacional relacionado à distribuição destas espécies e à capacidade instalada no país para tratar o problema. Os resultados permitirão ao MMA planejar e defi nir medidas concretas para a execução das ações prioritárias voltadas à prevenção, controle e erradicação das espécies exóticas invasoras no país. O Informe Nacional trará informações sobre as espécies exóticas invasoras de maior impacto, as áreas geográfi cas mais ameaçadas e a infra-estrutura existente nas instituições responsáveis pela prevenção e controle, suas carências e potencialidades.
Para a elaboração do Informe Nacional, o Probio lançou, em agosto de 2003, carta consulta para a seleção de 5 subprojetos visando à produção de informes sobre as espécies exóticas invasoras, atuais ou potenciais, que afetam o ambiente terrestre, o ambiente marinho, as águas continentais, a saúde humana e os sistemas de produção (agricultura, pecuária e silvicultura). Ao termino da execução de suas atividades, cada subprojeto teve como responsabilidade a apresentação de um "Diagnóstico das Espécies Exóticas Invasoras Atuais e Potenciais", um "Diagnóstico da Estrutura Existente para a Prevenção e Controle" e a realização de reunião para a validação dos dados obtidos.
Para o "Diagnóstico das Espécies Exóticas Invasoras Atuais e Potenciais" foram pesquisados, para cada espécie, dados relativos as seguintes informações:
• Identificação taxonômica - família, gênero e espécie;
• Nome popular;
• Características morfológicas;
• Local de origem: continente, região e país;
• Ecologia: hábitat, situação populacional, abundância no hábitat natural, potencial reprodutivo, taxa de natalidade e mortalidade, reprodução, dieta, ciclos de vida, área de vida e meios naturais e artifi ciais de dispersão;
• Situação: potencial ou atual;
• Primeiro registro no país: estado, município e localidade;
• Bioma afetado: (Amazônia, Caatinga, Zona Costeira e Marinha, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Pampa);
• Distribuição geográfica: região geopolítica (norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul), estado e município;
• Distribuição ecológica: urbana ou Peri urbana, ecossistemas insulares naturais, agroecossistemas insulares, agroecossistemas terrestres, ecossistemas naturais, outros;
• Tipo de introdução (dispersão:( intencional, acidental, natural ou desconhecida;
• Histórico da introdução: finalidade, meio de dispersão e vetor (ES) utilizado(s) pela espécie para se estabelecer e se difundir no país;
• Possíveis usos econômicos;
• Estado da invasão: espécie introduzida (poucos indivíduos que se reproduzem esporadicamente), espécie estabelecida (forma populações auto-regenerativas) e espécie invasora verdadeira (avança sobre ecossistemas naturais ou seminaturais);
• Organismos afetados: nome popular, ordem, família, gênero e espécie;
• Principais impactos: ambientais (biodiversidade), agrícolas, ou de saúde;
• Principais problemas socioeconômicos relacionados à espécie;
• Principais benefícios socioeconômicos relacionados à espécie;
• Técnicas de prevenção e controle; • Pesquisas desenvolvidas e /ou em desenvolvimento;
• Análises de risco;
• Bibliografia relevante.

Lista de animais exóticos* (vertebrados terrestres e peixes)

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação ambiental acessado dia 19/10/11 ás 17h24min..

Texto escrito por Juliana Bruning Azevedo

Instrumentalização para uma aula de Morfologia floral (diferenciação de flores simples das flores compostas).

Começaremos discutindo características e morfologia de flores de gimnospermas e angiospermas mostrando os órgãos de reprodução e as estruturas utilizadas (podendo ser utilizado o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=GwMApqsQ6ag), posteriormente para uma melhor fixação do conteúdo será indicado/ passado um vídeo http://www.youtube.com/watch?v=h55fboPKoxs sobre características estruturais para diferenciar uma gimnosperma de uma angiosperma. Dependendo da série a ser trabalhada e da estrutura oferecida pela escola pode se utilizar esse esquema eletrônico sobre flores das angiospermas (http://www.sobiologia.com.br/jogos/popupJogo.php?jogo=flor) ou também pode ser utilizado desenhos de flores para completar com o nome das estruturas (http://www.google.com.br/imgres?q=esquema+de+flores&um=1&hl=pt-BR&biw=1280&bih=608&tbm=isch&tbnid=69hhAydQsi8epM:&imgrefurl=http://ricardobiologia.zip.net/&docid=KtYuMuUrU0izhM&imgurl=http://ricardobiologia.zip.net/images/flor2.jpg&w=320&h=312&ei=NH-lTvi5CpSCsgLfnq2TBQ&zoom=1&iact=hc&vpx=567&vpy=128&dur=4864&hovh=222&hovw=227&tx=122&ty=115&sig=108534052411786051511&page=1&tbnh=116&tbnw=119&start=0&ndsp=21&ved=1t:429,r:3,s:0 ).
Para tornar melhor a discussão deste assunto que não é muito atrativo aos alunos, proponho a criação de um jogo de tabuleiro com perguntas e respostas.
A seguir mostrarei como montar este jogo:
Montar cartões de cartolina com perguntas sobre morfologia floral disponíveis nestes sites:
Produzidas as questões, colocar elas pregadas na cartolina para formar um baralho de perguntas. Feita as questões agora é montar o tabuleiro produzir ele com cartolina e formar ele nesta estrutura.
Feito isso é só curtir e se divertir com seus alunos. Eles iram brincar e aprender ao mesmo tempo.
Texto escrito por Adaiane Jacobina.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ensino de Ciências visto por um contexto histórico

O histórico da educação brasileira mostra que muitas estratégias estabelecidas em escolas no Brasil, em forma de currículo e avaliação, foram também inspiradas em estudos realizados em outros países, sobretudo na literatura norte-americana, a partir da metade do século XX.
No Brasil, o ensino de ciências poderia ser definido como tradicional até meados dos anos 50, caracterizando-se por muita verbalização e aulas teóricas, com conteúdos enfocando o produto final das atividades científicas. Eram colocados em evidência somente os aspectos positivos, sem jamais questionar a utilização do conhecimento científico pelo homem ou até mesmo a tão famosa, acreditada e praticada “neutralidade” da ciência.
O mesmo acontecia em países mais avançados nessas áreas, até que, em 1957, a ciência e seu ensino nas escolas entraram em crise no mundo ocidental, quando os russos, evidenciando supremacia científica e tecnológica, lançaram o Sputnik ao espaço. A perda do início da corrida espacial para os soviéticos justificou, nos Estados Unidos, as enormes quantias que “foram despendidas pelas entidades científicas para levar adiante a empreitada, reunindo especialistas de renome em educação, psicologia e diferentes campos das ciências exatas e naturais.” (FRA-CALANZA et al., 1986, p.102).
A conseqüência foi uma verdadeira “revolução” nos currículos escolares, especialmente entre os norte-americanos, buscando repensar o processo educativo como um todo e, principalmente, no que se referia à educação científica. Começaram a surgir, então, o que viriam a serem os “projetos de ensino” (na área científica) e os “projetos curriculares”, dirigidos aos sistemas educacionais do Hemisfério Norte e estendidos, mais tarde, aos dos países da América Latina.
No Brasil:
“[...] o movimento institucionalizado em prol da melhoria do ensino de Ciências antecedeu o dos norte-americanos. No início dos anos cinqüenta, organizou-se em São Paulo, no IBECC, sob a liderança de Isaias Raw, um grupo de professores universitários, de modo que se aprimorasse a qualidade do ensino de superior e, em decorrência, esse influísse no processo de desenvolvimento nacional”. (KRASILCHIK,1987, p.8).
A constituição dos Centros de Ciências, a partir de 1963, juntamente com a intensa atuação do IBECC e, posteriormente a criação da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento do ensino de Ciências (FUNBEC) foram estratégias pioneiras na iniciação às ciências, permitindo aos professores e estudantes a realização de experimentos fora do ambiente escolar.
Diversos projetos norte-americanos foram tarduzidos e adaptados para o ensino brasileiro e, na primeira etapa, destacaram-se alguns que ficaram mais conhecidos pelas siglas, como o IPIS (Introductory Physical Science), o PSSC (Physical Science Study Committee), o CBA  (Chemical Bond Approach) e o BSSC (Biological Science Curriculum Study).
Esses projetos, inicialmente sediados nas universidades, nos institutos de pesquisa e nos Centros de ciências, utilizaram em larga escala os objetivos educacionais para a produção de um novo tipo de curriculo, a ser testado com materiais preliminares.
O passo seguinte foi repassá-lo a professores (guia do professor) e estudantes (livro do aluno), numa sequência ordenada de atividades, buscando “introduzir concepções mais modernas de Ciências e suprir, através do material elaborado e dos treinamentos, as deficiências dos professores”.(PERNAMBUCO, 1985, p. 120).
A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) 4.024, de 1961, é um outro fator que propiciou o crescimento do ensino de Ciências no País. Ela trouxe algumas alterações substanciais para o currículo de Ciências nas escolas, tais como a inclusão da disciplina iniciação à Ciência em todo o curso ginasial (segunda fase do Ensino Fundamental), e o aumento da carga horária de Física, Química e Biologia, no Ensino Médio.
Os projetos de ensino que haviam sido trazidos e adaptados ao currículo de Ciências foram se mostrando inadequados com o passar do tempo. Esse fato deu origem, a partir dos anos 70, ao surgimento de um número significativo de projetos nacionais (financiados notadamente pela CAPES/ PADCT / SPEC), no momento em que as comunidades científicas e acadêmicas brasileiras também começaram a se intessar pelos problemas do ensino.
O ensino adequado de ciências estimula o raciocínio lógico e a curiosidade, ajuda a formar cidadãos mais aptos a enfrentar os desafios da sociedade contemporânea e fortalece a democracia, dando à população em geral melhores condições para participar dos debates cada vez mais sofisticados sobre temas científicos que afetam nosso cotidiano. A formação científica deve ser um componente central da educação desde os anos iniciais, ao lado da formação no uso da linguagem e das humanidades. A precariedade da formação científica dos jovens brasileiros faz parte de um problema muito mais amplo, que é a precariedade da educação básica brasileira. A educação pública só entrou para a agenda nacional no Brasil nos anos 20, a partir das Conferências Nacionais promovidas pela Associação Brasileira da Educação, a criação do Ministério da Educação e Saúde em 1931, e a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Nova Educação, assinado por Fernando de Azevedo, Anísio Teixeira e tantos outros. Infelizmente, estas iniciativas não foram suficientes para dar à educação a prioridade que ela deveria ter. Diversas Academias de Ciência, assim como o Interacademy Panel on International Issues, têm também se dedicado de forma crescente ao tema da educação científica nas escolas.
O reconhecimento da prioridade que a educação deve ter é de extrema importância, mas, além disto, é necessário dispor de um diagnóstico correto das causas do problema, assim como uma indicação das políticas que podem ser aplicadas. A Academia Brasileira de Ciências tem insistido em que o Brasil deva aumentar seus investimentos em educação hoje de menos de 4% do Produto Interno Bruto do país, até pelo menos os 6% que é o padrão dos países bem sucedidos nos seus sistemas educacionais. Ao mesmo tempo, é importante ter em mente que o aumento dos gastos deve estar associado a políticas educacionais corretas.
A importância do ensino de ciências para crianças hoje é reconhecida em todo o mundo, em grande parte em virtude das recentes descobertas no campo do estudo das concepções construídas pelas crianças (ver, por exemplo, Driver, 1985).
Numa reunião da Unesco, especialistas de diferentes países concordaram a respeito da importância da inclusão de Ciência e Tecnologia no currículo da escola fundamental devido a vários motivos diferentes:
As ciências podem ajudar as crianças a pensar de maneira lógica sobre os fatos do cotidiano e a resolver problemas práticos; tais habilidades intelectuais serão valiosas para qualquer tipo de atividade que venham a desenvolver em qualquer lugar que viva;
A Ciência e a Tecnologia podem ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas, uma vez que são atividades socialmente úteis;
Dado que o mundo caminha cada vez mais num sentido científico e tecnológico, é importante que os futuros cidadãos preparem-se para viver nele;
As ciências, como construção mental, podem promover o desenvolvimento intelectual das crianças;
As ciências contribuem positivamente para o desenvolvimento de outras áreas, principalmente a língua e a matemática;
Para muitas crianças de muitos países, o ensino elementar é a única oportunidade real de escolaridade, sendo, portanto, a única forma de travar contato sistematizado com a ciência;
O ensino de ciências na escola primária pode realmente adquirir um aspecto lúdico, envolvendo as crianças no estudo de problemas interessantes, de fenômenos que as rodeiam em seu cotidiano (Unesco, 1983). Tais proposições refletem, como se pode observar, muito mais aspirações do que propriamente justificativas fortes na defesa do ensino de ciências. Elas lastrearam, basicamente, os espíritos reformadores dos currículos dos anos 60. Recentemente uma nova classe de argumentos emergiu, fruto da pesquisa sobre a construção do conhecimento pela criança (Harlen, 1989):
As idéias das crianças sobre o mundo que as rodeia são construídas durante os anos do ensino elementar, independentemente do fato de as crianças serem ensinadas formalmente ou não. Não ensinar ciências nessa idade significa ignorar esse processo, abandonando a criança os seus próprios pensamentos, privando-as de um contato mais sistematizado com a realidade e de poder trocar pontos de vista com outras pessoas;
O desenvolvimento dos conceitos e do conhecimento não é independente do desenvolvimento das habilidades intelectuais; é impossível atingir algo como um "enfoque científico", se não proporcionarmos melhores oportunidades à criança de obter e processar informação;
As atitudes das crianças perante a Ciência formam-se antes das correspondentes a outros domínios; sem a experiência sistemática da atividade científica na escola, as crianças desenvolverão posturas ditadas por outras esferas sociais não comprometidas nem com a Ciência nem com a criança, como os meios de comunicação de massa, por exemplo; essas influências terão repercussões por toda a vida da criança.

A importância das Feiras de Ciências nas escolas e na formação dos alunos

O termo Feira é aplicado geralmente para indicar locais onde se expõem e se vendem mercadorias. As Feiras de Ciências ocorrem em locais públicos onde os alunos, após uma atividade de investigação científica, expõem e discutem suas descobertas e resultados, podendo também colocá-lo a disposição da comunidade. Isso possibilita aos alunos expositores oportunidades de crescimento científico, cultural e social. Atualmente, essas exposições têm-se:
Tornando cada vez mais freqüentes nas escolas, sejam estas públicas ou particulares, de ensino fundamental ou médio. A realização de Feiras de Ciências é perfeitamente justificada ao considerar-se: os objetivos de Ensino de Ciências: desenvolvimento do pensamento lógico; vivência do método científico; universalidade das leis científicas; conhecimento do ambiente e a sondagem de aptidões; a preparação para o trabalho e a integração do indivíduo na sociedade (PEREIRA, 2000).
As Feiras de Ciências surgiram no Brasil na década de 60. As primeiras Feiras caracterizavam-se por apresentarem trabalhos resultantes de experiências feitas em aula ou montagem de aparelhos utilizados com fins demonstrativos (MANCUSO, 1995).
De acordo com Wanderley (2001),
“A primeira tendência verificada na maioria das Feiras de Ciências brasileiras... refere-se à manutenção do tradicional modelo das Feiras, com ênfase na formação do pequeno cientista.” (p.172, WANDERLEY, 2001).
Pereira (2000) entendeu que os objetivos da realização de Feiras de Ciências vão além da criticada ênfase na “formação de pequenos cientistas”:
“Como estratégia de ensino, as Feiras de Ciências são capazes de fazer com que o aluno, por meio de trabalhos próprios, envolva-se em uma investigação científica, propiciando um conjunto de experiências interdisciplinares, complementando o ensino-formal. Como empreendimento social-científico, as Feiras de Ciências podem proporcionar que os alunos exponham trabalhos por eles realizados à comunidade, possibilitando um intercâmbio de informações”. (p. 38, PEREIRA, 2000)
Segundo Pereira (2000), as Feiras de Ciências têm como objetivos propiciar um conjunto de situações de experiências que possibilitem:
 Incentivar a atividade científica; favorecimento da realização de ações interdisciplinares; estimular o planejamento e execução de projetos; estimular o aluno na busca e elaboração de conclusões a partir de resultados obtidos por experimentação; desenvolver a capacidade do aluno na elaboração de critérios para compreensão de fenômenos ou fatos, pertinentes a qualquer tipo, quer cotidiano, empírico ou científico; proporcionar aos alunos expositores uma experiência significativa no campo sócio-científico de difusão de conhecimentos; integração da escola com a comunidade, (p.20, PEREIRA, 2000).

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Webquest- Citologia

A webquest, consiste em uma das ferramentas de instrumentação para o ensino. Abaixo, está o link de uma WQ que reune a metodologia para o ensino de ciências tendo como tema de aula a Citologia:
http://www.webeducacional.com/webquest/webquest/soporte_tabbed_w.php?id_actividad=2397&id_pagina=1