sábado, 8 de setembro de 2012

Será que deve ser como na malhação?


Com a nova geração de alunos vem também uma nova forma de considerar as atividades e avaliações feitas pelos professores. Nota-se, que com atual modo de aprendizagem é necessário mais do que pequenos textos e redações fixados no caderno ou em pastas e gavetas dos professores. Os educadores devem se adaptar a formação de trabalhos mais produtivos e com maior banco de informação, visto que, os educandos estão na maior parte de seu tempo conectados à internet. A utilização de ferramentas como Blogs, Sites, grupos em redes sociais e etc., traz um inusitado modo de transmitir informação, onde o professor se aproxima do que o aluno entende de melhor ao invés de simplesmente ficar em sala de aula “cuspindo” nos alunos. Além do que, a utilização destas tecnologias faz com o que o aluno se interesse ainda mais pelas aulas. No blog, os alunos podem publicar suas produções deixando-as visíveis a todos e que servirão como fonte de pesquisas para outros, posteriormente.Isso dará mais qualidade e responsabilidade as atividades realizadas em sala de aula ou não e ainda terá um certo valor social, pois, não só os professores e os alunos verão o trabalho que foi realizado mais estará disponível para qualquer outra pessoa que visite o blog. É um espaço onde os alunos poderão debater com os visitantes de seu blog e interagir com base nos comentários deixados, mantendo uma relação entre o aluno e a sociedade.

Este modelo de aprendizagem não é tão atual assim, já em 1920, criada pelo francês Celestin Freinet, as escolas freneitianas sempre publicaram o que fizeram, afim de, fazer uma troca de conhecimento com outras escolas, no entanto, nunca foi tão fácil e acessível a possibilidade de tornar pública produção escolar; e o ambiente não era tão estimulante e convidativo a interação como ocorre hoje, principalmente com a internet. Além disso, os professores aprendem, ainda mais, com e sobre os alunos, com suas descobertas e criações. Tais novidades são transmitidas na TV, na série Malhação da Rede Globo, os alunos usam a “rede” para divulgar o que acontece em sala de aula, na escola e fora dela, isso motiva as crianças e adolescentes a questionarem: Por que minha escola não é igual a da Malhação? Se fosse seria mais legal? Será que nós professores devemos fazer como se faz na Malhação?

segunda-feira, 26 de março de 2012

É preciso saber para passar no vestibular


Minha neta estava lendo um livro de biologia. Ah! Como a biologia é fascinante! A vida! Mas não havia nenhum entusiasmo no seu rosto. Nem nada que se parecesse com curiosidade. Era mais uma expressão de tédio. Sei o que é isso. Há textos que reduzem o leitor a uma panquequa que se arrasta pelo chão. Arrasta-se porque tem que ler mas não quer ler. É por causa dos textos que Barthes disse que a preguiça é parte essencial da experiência escolar. Perguntei o que ela estava lendo. Ela me mostrou um parágrafo com o dedo. Era  isso que estava escrito: "Além da catalase existem nos peroxíssomos enzimas que participam da degradação de outras substâncias tóxicas, como o etanol e certos radicais livres. Células vegetais possuem glioxíssomos, peroxíssomos especializados e relacionados com a conversão das reservas de lipídios em caboidratos. O citosol (ou hialoplasma) é um caloide. No citosol das células eucarióticas, existe um citoesqueleto constituído fundamentalmente por microfilamentos e microtúbulos, responsável pela ancoragem de organóides...Os microtúbulos têm paredes formadas por moléculas de tubulina...". Encontrei ainda palavras que nunca lera:"retículo sarcoplasmático, complexo de Golgi, pinocitose, fagossomo, fragmoplasto, o padrão do axonema é constituído por 9+2, uma referência aos 9 pares de microtúbulos em torno de um par central". Parece- me que essa última afirmação tem a ver com o rabo do espermatozóide, mas nesse momento os meus pensamentos já estavam tão confusos que não posso garantir. Não posso imaginar minha neta conversando sobre essa palavras com suas amigas ou seu  namorado. Ele, eu acho, só vai se interessar pelo rabo do espermatozóide...Fico furioso: o que é que o professor que escreveu esse texto imaginou que os adolescentes iriam fazer com ele? Li esse texto para um erudito professor de biologia. Sua reação foi: "Não entendi nada..."
Texto do livro: Ostra feliz não faz pérola de Rubem Alves

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

biomas brasileiros e biodiversidade, plantas no cotidiano

Os link's a seguir, traz dois materiais produzidos pela aluna Algislayne sobre biomas brasileiros e biodiversidade, plantas no cotidiano e link's sobre os assuntos.
Link's recomendados

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Descobrindo a célula

Professor: Você já ouviu falar sobre célula?

Aluno: Ainda não.

Professor: Então vamos lá!

Para começar, de que material a parede da sua casa foi construída?

Aluno: De tijolos professor.

Professor: Certo, podemos pensar neles como a principal estrutura da casa e que sua organização

forma as paredes e logo temos uma casa. Assim, os seres vivos possuem unidades que a partir de

sua organização forma um organismo completo. E estas unidades chamaram de células, sendo as

menores unidades estruturais e funcionais de um organismo.

Volte para a sua casa e perceba como ela é formada, veja que ela possui um muro e um portão

para fazer a proteção e permitir que apenas moradores dela ou convidados entrem e que nela existe

eletrodomésticos como fogões, geladeiras, sofá que ajuda sua família a sobreviver.

As células também são cercadas por uma parede que controla a entrada e saída de substancias

necessárias (água, proteínas, sais minerais, etc), chamada membrana plasmática e no seu interior há

uma solução gelatinosa denominada citoplasma onde encontramos as organelas, fundamentais para

a sobrevivência da célula, permitindo que ela funcione adequadamente. Outra estrutura importante

é o núcleo, que se localiza no interior da célula e controla atividades de crescimento e reprodução

celular.

Quadro2:

Aluno: Por que este nome célula?

Professor: Porque é uma palavra que vem do latim, cellula (quarto pequeno), que foi dado pelo seu

descobridor Robert Hooke, que ao olhar um pedaço de cortiça no microscópio verificou que ela

era feita por cavidades com faces planas(poliédricas), na qual chamou de cella, do latim, pequena

cavidade.

Quadro3:

Aluno: Professor qual a forma de uma célula?

Professor: As células podem ter uma forma simples, formadas por uma célula, por exemplo,

as bactérias, ou terem muitas células, por exemplo, os animais e até você. As células animais

possuem organelas como: mitocôndrias, retículo endoplasmático, complexo de golgi, lisossomos,

ribossomos. Já as células vegetais além destas tem uma parede celular, cloroplasto e um vacúolo

grande. Em relação a sua constituição, estas podem ser eucarionte ou procariontes, as eucariontes

possuem um núcleo revestido por membrana, a carioteca e muitas organelas, os animais e as plantas

apresentam este tipo de célula. Já as células procariontes, não apresentam a carioteca, tem menos

organelas e um tamanho diminuto.

Quadro4:

Professor: Agora que você já sabe mais sobre a célula, certamente você ficou curioso para saber do

que o núcleo é constituído. Como já falado anteriormente o núcleo geralmente está localizado na

parte central da célula e nele está o material genético DNA (ácido desoxirribonucléico), além do

chamado ácido ribonucleico (RNA) e algumas proteínas, responsável por controlar as atividades

de crescimento e duplicação da célula. O núcleo pode ser comparado a um pequeno cérebro que

controla todas as atividades das células. Existem algumas células que não possuem núcleo ( glóbulo

vermelho).

Aluno: Professor quantos tipos de células existem?

Professor: Meu caro aluno existe vários tipos de células, que variam o formato dependendo das

funções específicas que atuam no organismo. Vou citar alguns exemplos: as células sanguíneas

lembram o formato de um (disco): monócito, eritrócito, acidófilo, linfócito T, linfócito B, basófilo,

macrófago, trombócito; células nervosas (estrela) célula de Schawn, micróglia, célula dendrítica,

neurônio; células esqueléticas (cúbicas ou cilíndricas) osteoblasto, osteoclasto., células musculares

(alongadas e estriadas) células de sarcômero, fibroblastos.

Aluno: Eu já sei a constituição das células, tipos, funções, mas qual foi a importância do seu

descobrimento? E nos dias atuais de que forma o conhecimento sobre ela é utilizado?

Pela descoberta da célula foram gerados outros estudos, no qual foi descoberta também

a composição do seu núcleo o DNA (ácido desoxirribonucléico), que é responsável pelas

características hereditárias dos organismos. Atualmente, são utilizados exames de DNA para

reconhecimento de paternidade. Outro avanço ocorreu no tratamento das doenças hereditárias, por

exemplo, com a utilização das células tronco para reparação de órgãos danificados ou doentes. Foi

possível também a produção de organismos geneticamente modificados (transgênicos), através da

melhoria nos estudos biotecnológicos.

Professor: Espero que tenha gostado dessa breve conversa sobre célula, agora bons estudos.

Texto Redigido por Camila Benedita da Silva

Plantas Medicinais

O Conhecimento popular é repassado de geração a geração, tornou-se um retrato da cultura local, o conhecer popular sempre tem seu fundamentos ligado a algum fato ou ocorrido e a utilização de plantas para tratar enfermidade vem sendo disseminada pelo dito popular, esse método é utilizada já a milhares de anos até a era moderna onde grande parte de remédios são industrializado, mas, ainda ocorre o consumo plantas medicinais para curar dores de cabeça, problemas do fígado, estomago entre outros. Esse uso e feito apenas seguindo conhecimento popular, mas, sem nenhuma pesquisa cientifica provando a eficácia do chazinho da vovó. O consumo de plantas medicinais vem sendo a base na tradição familiar e tornou-se exercício generalizado na medicina popular. Hoje em dia, o consumo de chás de ervas naturais tem aumentado. Os fatores que têm colaborado para o aumento da utilização deste recurso, entre eles, e o alto custo dos medicamentos industrializados, o difícil acesso da população ao amparo médica. Em sociedades tradicionais, a comunicação oral é o principal meio pelo qual o conhecimento é transmitido, e, para que essa transmissão ocorra, é necessário a relação intensa e prolongada dos membros mais velhos com os mais novos. Isto acontece normalmente em sociedades rurais ou indígenas, nas quais o aprendizado é feito pela socialização, no interior do próprio grupo doméstico e de parentesco, sem necessidade de instituições mediadoras. Porém, em comunidades urbanas isto não ocorre. À medida que as gerações vão sendo substituída, grande parte destas informações vai se perdendo. O estudo de plantas medicinais, a partir de seu emprego pelas comunidades, pode fornecer informações úteis para a elaboração de estudos farmacológicos, fotoquímicos e agronômicos sobre estas plantas, com grande economia de tempo e dinheiro. Desta forma, podemos planejar a pesquisa a partir de conhecimento empírico já existente, muitas vezes consagrado pelo uso contínuo, que deverá ser testado em bases científicas.
Durante o metabolismo das plantas é produzidos uma série de substâncias químicas. Algumas destas substâncias são capazes de provocar algum tipo de resposta biológica quando introduzidos e são conhecidas como princípios ativos. Logo a baixo segue uma lista das plantas utilizadas na cura de algumas enfermidades. A utilização das plantas presente em anexo foi liberada pela ANVISA. A lista abaixo refere-se ao conhecimento popular de uso medicinais  de algumas plantas do cerrado. 

Tabela de Plantas medicinais do Cerrado abaixo:

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Reprodução dos Animais

No link a seguir tem um flash produzido pelo Guilherme que contem informações super interessantes sobre a reprodução animal e que vale a pela clicar e visualizar:

Clique na imagem:

Plantas Ameaçadas de Extinção

A diversidade de espécies vegetais encontrada nas várias regiões do mundo é enorme, são centenas de espécies contendo milhares de exemplares (indivíduos), porém em alguns casos isso não acontece e muitas plantas estão próximas ou muito próximas de ter seu último indivíduo morto, ou seja, a espécie está em risco (ou ameaçada) de extinção.
Essas ameaçadas podem ser causadas por vários fatores: Eventos catastróficos: são aqueles em que ocorre algum evento na natureza que de alguma forma afeta as plantas de um determinado lugar, diminuindo o numero de individuos da sua população. Exemplos: tsunamis e furacões;Excesso de predação: ocorre quando aumenta em excecsso a população de um determinado animal que come apenas aquele tipo de planta, sendo assim a população daquela especie vegetal não consegue se manter na natureza, pois a quantidade de individuos da sua especie existente é muito menor que o numero de animais que estão comendo-a.
 Pela ação humana: esse é o fator mais comum. Ocorre pelo excesso de danos e impactos que o homem vem causando ás florestas e matas em geral, e conseqüentemente, as plantas são atingidas. A principal ação humana que colabora para essa ameaça é o desmatamento, e além desta existe o excesso de extração das plantas (ou frutos, sementes, etc.) do seu meio natural.
Um inventário conhecido como Lista Vermelha ou lista das espécies ameaçadas foi elaborado por uma rede ambiental global ( União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais - IUCN) , com o objetivo de contribuir e auxiliar com a conservação da
natureza em todo o mundo, através de apoio á pesquisas cientificas, gerencia de projetos de campos em todo o mundo e desenvolvimento de políticas e leis.
No Brasil, o bioma mais ameaçado é a mata atlântica, onde 90% de sua mata original foram destruídas pelo homem, para a utilização deste ambiente para a urbanização ou agricultura. Porém, a Amazônia tem sofrido fortes impactos nos últimos anos.
Nesta cartilha possui abaixo algumas espécies vegetais ameaçadas de extinção segundo a lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e algumas sugestões de leitura.








Leituras e Sites recomendados:

Lista das espécies Vegetais ameaçadas de extinção (INSTRUÇÃO NORMATIVA - SETEMBRO DE 2008) – Em anexo.
Bibliografia:
Moraes, M. A. & Martinelli, G. 2007. Conservação e manejo de Worsleya rayneri (J.D.Hooker) Traub & Moldenke – resultados preliminares de projeto para recuperação de uma espécie criticamente ameaçada. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 5, supl. 1, p. 24-26,
Nazareno, A. G. et. al. 2010. Estrutura populacional e diversidade genética de Butia eriospatha (Arecaceae), uma espécie ameaçada de extinção. 56º Congresso Brasileiro de Genética. Guarujá/SP
Nunes, Y.R.F. et. al. 2008. Aspectos ecológicos da aroeira (Myracrodruon urundeuva Allemão- Anacardiaceae): fenologia e germinação de sementes. Rev. Árvore vol.32 nº 2.
Schwirkowski, P. Lista de Espécies Vegetais da Mata Atlântica Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária) e Floresta Ombrófila Densa - Paulo São bento do Sul – Santa Catarina

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_Vermelha_da_IUCN
http://www.iucn.org/
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/11/plantas-ameacadas-pela-acao-humana
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brinco-de-princesa-da-mata
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2008/09/23/40852-amazonia-tem-24-especies-de-plantas-ameacadas-de-extincao.html
http://sites.google.com/site/florasbs/home
http://www.asaber.com.br/mapa-do-brasil-para-pintar/
http://www.ipef.br/identificacao/araucaria.angustifolia.asp



TEXTO REDIGIDO POR REGIANE COSTA